Tuesday, January 11, 2005

Concerto de Solidariedade: Blasted Mechanism

Uma das mais recentes novidades do poderoso cartaz do concerto "AMI pela ÁSIA" a subir ao palco do Coliseu do Porto no próximo dia 22, são os Blasted Mechanism. O evento que inclui, entre outras, as participações dos Xutos e Pontapés, The Gift, Mesa e Clã, está a ser organizado pela AMIarte, núcleo cultural da Delegação Norte da Assistência Médica Internacional. Isabel Martinho, da AMIarte, adiantou-me que muito em breve revelará o cartaz final do mega-espectáculo. "Neste momento - confessou a produtora - o número de bandas a querer participar neste projecto superou todas as expectativas". Para além da disponibilidade das bandas a responsável encontrou resposta favorável em empresas ligadas ao sector do espectáculo. "Fiquei agradavelmente surpreendida pela forma como diversas instituições se disponibilizaram, desde logo, oferecendo o mais diverso apoio logístico, desde a equipe de seguranças aos técnicos de som".

Sunday, January 09, 2005


Miguel Guedes Posted by Hello

Concerto de Solidariedade: GNR e Blind Zero

Mais dois nomes a acrescentar ao cartaz do concerto de solidariedade do próximo dia 22 no Coliseu do Porto: GNR e Blind Zero. Efectivamente, a banda de Reininho inicia da melhor forma as celebrações do 25º aniversário, enquanto o projecto de Miguel Guedes teve a coragem de colocar em "stand by" as gravações do sucessor de "The Way to Bleed Your Lover", nos estúdios do Mário Barreiros, para se juntar à festa da AMIarte.
Espera-se um concerto "long-play", ao vivo e a cores, para mais tarde recordar. Entretanto, muitas novidades do cartaz e não só ainda estão para revelar...

Thursday, January 06, 2005

Concerto de Solidariedade: Clã e Mesa

Depois das presenças dos Xutos e Pontapés e The Gift, os Clã e os Mesa são para já mais duas bandas a juntarem-se, no próximo dia 22, ao Concerto de Solidariedade pela Ásia, organizado pela AMIarte em parceria com a produtora Ritmos. Provavelmente, dois dos projectos mais interessantes na área do pop, o colectivo de Vila do Conde pelo excelente "Rosa Carne", na minha opinião, um dos melhores registos de 2004, e a banda liderada por J.P.Coimbra vai com uma segurança e inteligência invulgares no contexto da música portuguesa construíndo uma carreira sólida e consistente com concertos de grande qualidade. No Coliseu, a projecto de liderado por J.P Coimbra surge com a participação especial de Rui Reininho.
Entretanto, o cartaz para o concerto "Música e Solidariedade" não se encontra fechado, existindo outras duas bandas que prometem subir ao Coliseu num dos espectáculos de música mais interessantes, pelo menos, do primeiro trimestre de 2005.
Mais novidades para breve...

Wednesday, January 05, 2005


Zé Pedro Posted by Hello

Concerto de Solidariedade: Xutos e The Gift juntos no Coliseu do Porto

Um dos acontecimentos mais interessantes a atingir o Porto já neste mês de Janeiro. No próximo dia 22, os Xutos e Pontapés e The Gift juntam-se para partilhar o palco do Coliseu do Porto num megaconcerto de solidariedade pelas vítimas do marmoto na Ásia. A notícia foi-me revelada ontem em primeira mão por uma fonte próxima ao evento que me adiantou ainda mais três bandas de primeira linha que irão fazer parte do espectáculo. Em breve anunciarei o cartaz completo que aviso é do melhor que há em termos da música "made in Portugal". A produção do evento está a cargo da Ritmos em parceria com a AMIarte, departamento de acção cultural da Assistência Médica Internacional que receberá o resultado da bilheira destinado na totalidade a apoiar a missão da AMI no Sri Lanka. Intitulado "Música e Solidariedade", o concerto promete desde logo transformar-se num dos eventos mais interessantes a atingir o Coliseu. Naturalmente faço questão de marcar presença, não só pela causa que é mais do que nobre, obrigatória e exemplar, como também pela qualidade das bandas que por lá vão passar. Aconselho desde já a comprarem o mais cedo possível os bilhetes para o espectáculo. Espero sinceramente que o Coliseu esgote. Logo que me permitirem anunciarei o cartaz completo e outras novidades que se imponham.

Monday, January 03, 2005

2005 pela voz dos agentes culturais do Porto

Expectativas moderadas, desejos urgentes, antevisões realistas e uma maré de desabafos terapêuticos são debitados na primeira pessoa por alguns protagonistas culturais das esfera nacional. De costas voltadas para 2004 e com os olhos bem postos no novo ano, conversei via telefone com músicos, actores, encenadores, gente do cinema, dos palcos e da programação cultural que fizeram uma breve radiografia do ano findo, denunciando problemas de resolução preemente e destacando ambições, sonhos, esperanças e utopias para 2005.
Com ironia inteligente e sarcasmo desconcertante, Rui Reininho olha de soslaio para um dos eventos do ano, a inauguração da Casa da Música, agendada para 14 de Abril. "Sinceramente não me faz falta. Já vivi tantos anos sem a Casa da Música que certamente não me irá fazer grande diferença. Depois de tantos falsos alarmes, não tenho grandes esperanças numa casa dirigida por carreiras políticas". Para a voz dos GNR - que este ano celebram 25 anos de carreira - a realidade da música não tem evoluído favoravelmente. "Há quanto tempo não vemos na televisão um programa sobre bandas como os Xutos ou uma emissão de jazz? Temos sempre o Natal dos Hospitais. Sinceramente, só apareço lá se for da cadeira de rodas", afirma. Relativamente aos festivais de Verão, Reininho dispara: "é necessário estar dentro de certos lobbies. Por exemplo, nós não fomos ao Rock in Rio por estarmos desligados de determinados lobbies".
Já Miguel Guedes, outra das vozes do rock "made in Porto", "a cultura tem sido tratada em Portugal como um bem de segunda necessidade". O vocalista dos Blind Zero, que a partir de quinta-feira entram no Estúdio de Mário Barreiros para gravar o sucessor de "A Way To Bleed Your Lover", espera que a Casa da Música seja "uma oportunidade para a cidade se abrir a todo o tipo de música da popular ao rock".
Opinião partilhada por João Vieira, dos X-Wife, que neste momento se encontram em digressão ao lado dos Wray Gunn. Para o vocalista e guitarrista do colectivo do Porto um dos desafios a enfrentar este ano é a revolução digital. "O fenómeno dos i-pods e ficheiros mp3 está, e vai continuar em 2005, a mudar o consumo da música, sobretudo nas camadas mais jovens", afirma. Para as bandas que têm um target com conhecimentos informáticos é necessário ter em conta que a venda de CD´s vai dar lugar a compra online de temas. "Podemos assistir ao regresso da cultura dos singles, com o público a adquirir temas em vez de álbuns", afirma o músico.
Unânimes, os agentes ligados às artes de palco esperam que o Governo considere a cultura como elemento essencial para o desenvolvimento do país. Com a eterna questão do financiamento sempre no horizonte, actores e encenadores esperam e desesperam por políticas a longo prazo. Norberto Barroca, do Teatro Experimental do Porto, deseja que em 2005 "haja uma política cultural que valorize o teatro". Mais caústico e desassombrado, o actor Óscar Branco considera que "a Câmara Municipal do Porto tem exterminado a cultura na cidade" e que "o Ministério da Cultura não tem existido. O ano de 2004 - afirma o actor - é para esquecer o mais depressa possível".
Catarina Martins, da Visões Úteis, espera que a cultura seja considerada como um bem de primeira necessidade e que se resolvam questões como o estatuto dos artistas e se encontre uma urgente estabilidade nas políticas culturais. "Não podemos estar dependentes de demissões de secretários de Estado ou de ministros", afirma. Opinião partilhada por Rosa Quiroga, da Assédio, que apela ainda à abertura das infraestruturas teatrais a co-produções e à criação de uma rede de programação e divulgação das artes dramáticas.
Na sétima arte 2005 poderá ser um ano com poucas novidades produzidas em Portugal. "A nova lei do cinema está atrasada e isso pode, desde logo, condicionar a estreia em 2005 de muitas propostas nacionais", afirma Mário Dorminsky. Para o director do Fantasporto, "o cinema português tem de deixar de olhar para o umbigo e apresentar ao público propostas de entretenimento inteligentes".
Já o realizador Abi Feijó, espera, simplesmente, que "este ano os responsáveis olhem com compreensão para o sector. Se isso acontecer já é um passo muito importante para a resolução de muitos dos problemas que afectam o sector do cinema", conclui o cineasta de animação.
Nas artes plásticas, João Fernandes, director do Museu de Serralves, situa como problemas a resolver "a falta de espaços disponíveis para os jovens artistas mostrarem os seus trabalhos" e ainda "a necessidade das estruturas existentes terem uma programação clara e definida".

Saturday, January 01, 2005


Franz Ferdinand Posted by Hello

Disco Internacional do Ano: Franz Ferdinand

Com os U2 a protagonizarem uma das maiores desilusões do ano, 2004 trouxe algumas excelentes novidades e aplaudidos regressos. Da colheita internacional sublinho apenas as brilhantes estreias de Franz Ferdinand com disco homónimo e TV on the Radio com "Desperate Youth, Blood Thirsty Babes". Dos regressos, o destaque vai para os Sonic Youth com "Sonic Nurse" e para a ressurreição ainda por confirmar de Morrissey com "You Are The Quarry". De um universo essencialmente rock, estes são apenas quatro discos editados em 2004 que considero no mínimo interessantes. Boas entradas...

Thursday, December 30, 2004


"O Regresso" Posted by Hello

Filme Internacional do Ano: "O Regresso" de Andrei Zviaguintsev

Indubitavelmente o melhor filme que tive a oportunidade de ver este ano. "O Regresso", primeira obra do cineasta russo Andrei Zviaguintsev, 39 anos, afirma-se como uma película de densidade, beleza e drama superior. A narrativa gira em torno do misterioris regresso do pai a casa e das relações emocionais subsequentes entre os dois irmãos e a figura paterna. Diálogos inteligentes, fotografia encantatória, planos desconcertantes numa obra que importa conhecer. O filme conquistou no Festival de Veneza em 2003 o Leão do Futuro - Melhor 1.ª Obra. Após um década a trabalhar como actor, Andrei Tarkovski afirma-se como um realizador de enorme talento e sensibilidade artística. Uma das melhores propostas cinematográficas exibidas em 2004 nos cinemas nacionais.

Wednesday, December 29, 2004


"Rosa Carne" Posted by Hello

Disco Nacional do Ano: "Rosa Carne" dos Clã

Da colheita discográfia nacional 04, destaque praticamente inevitável para o registo "Rosa Carne". Se o ano passado foi indubitavelmente o ano dos Blasted Mechanism, 2004 fica marcado pelo colectivo de Vila do Conde. Para além do excelente trabalho de estúdio e do aproveitamento de letras de Regina Guimarães (colaboradora dos Três Tristes Tigres e na sétima arte de Paulo Rocha), de Carlos Tê (Rui Veloso) e Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta), a banda de Manuela Azevedo concretizou uma superlativa digressão nacional, com concertos tão marcantes como o de apresentação do registo no Teatro Sá da Bandeira ou nas Noite Ritual Rock, nos jardins do Palácio de Cristal.Outros registos "made in Portugal" a ter em conta este ano são "Nus" dos Mão Morta; "Bom Dia" dos Pluto, ambos revelados também nas Noites Ritual, "Cinema" de Rodrigo Leão, "AM/FM" dos The Gift, recordar passagem "live" no Rivoli, devidamente comentada aqui no vício, e finalmente, "Feeding the Machine" dos X-Wife. Xutos, Moonspell e Jorge Palma, com "Mundo ao Contrário", "Antidote" e "Norte", limitaram-se a repisar terrenos seguros e pouco arrojados, não acrescentando nada de substancial às suas discografias.

Tuesday, December 28, 2004


Vítor Rua Posted by Hello

Concerto do Ano: Vítor Rua no Contagiarte

Sinceramente ignorei a dose dupla de Madonna do Atlântico e fiquei pela minha aldeia. Num 2004 algo deprimente em termos da passagem pelo Porto das grandes digressões europeias, considero que a prata da casa acabou mesmo por valer ouro. O concerto de Vítor Rua no espaço Contagiarte foi para mim o momento "live" ´04. Estive entre as 20/30 pessoas que assistiram a uma boa hora e meia de improvisação de Rua numa guitarra de oito cordas. Entre muito suor e litros de virtuosísmo, este ano o concerto mais interessante foi "after-hours" e num local algo inesperado...

Sunday, December 26, 2004

Confessionário 2004

Aproveitando as férias de Natal ´04 e antecipando, desde já, o nascimento de um novo ano, gostaria de, com este post, saber quais os momentos culturais mais marcantes de 2004. Daí que inauguro este confessionário, dado a palavra aos visitantes do blog. A ideia é partillhar experiências singulares e surpreendentes nos campos culturais (espectáculos de música, teatro, dança ou livros, CD´s, outros). O que fica na memória de 2004? O confessionário está oficialmente aberto...

Wednesday, December 22, 2004

Entrevista a Emmanuel Nunes: "Pior do que Santana será difícil"

Uma das mais importantes vozes mundiais na área da mœsica concretiza
uma radiografia do que é necessário mudar na política portuguesa e na gestão da Casa da Mœsica. Residente em Paris há praticamente quatro décadas, onde lecciona do prestigiado Conservatório de Nacional de Música, Prémio UNESCO, em 1999, Prémio Pessoa, no ano seguinte, um dos mais influentes compositores mundais, Emmanuel Nunes passou este domingo pelo Rivoli do Porto para assistir a antestreia da sua peça "Épures", interpretada pelo Remix Ensemble da Casa da Música. Aproveitei a oportunidade para entrevistar o autor de "Le Serpent Vert" e escutar as propostas, reflexões, pensamentos e críticas. O resultado final é demolidor para a classe política portuguesa e para a actual adminstração da Casa da Música.
- Tem um sabor especial ouvir a estreia mundial de uma composição sua em Portugal?
- Esta não é a primeira vez, já houve outras antestreias em Portugal, na Gulbenkian, mas não esta peça. É, sem dúvida um momento especial para mim.
- Continua desapontado com o facto de em Portugal não existir uma orquestra formada de raiz para a música contemporânea?
- Penso que não é necessário haver uma orquestra só consagrada à música contemporãnea. O que é necessário é que a mesma orquestra toque regularmente clássica e contemporãnea. A Orquestra Gulbenkian, que eu saiba, é a única que tem feito bastante no reportório contemporãnea. Mas, é de facto, importante ter uma orquestra sinfónica que esteja em permanente contacto o clássico e o contemporãneo.
- O projecto Casa da Música acredita que poderá ser importante na revonação e construção de novos pœblicos para a música clássica e contemporânea?
- Penso que sim. A minha questão é que haja um governo capaz de decidir. Não é o caso. É tudo um problema de política.
- Nessa matéria, permita-me reportar a outro Prémio Pessoa, Mário Cláudio, que recentemente, recordado o autor da "Mensagem", classificou de "provinciana" a mentalidade da classe política portuguesa, acusando-a de ter "pouco mundo". Partilha dessa adjectivação?
- Não iria tão longe. A palavra "provinciana" é demasiado geral. Agora, há necessidade de uma autêntica cultura política, com mais independência de subordinação económica e que saiba qual é a verdadeira importância da cultura para o país. Isso, sim acho que é muitíssimo importante. Tendo como primeiro-ministro que tivemos é obvio que não pode ser. Não sei se quem virá a seguir será melhor, mas pior é difícil.
- Como é que a comunidade internacional de compositores tem visto o projecto da Casa da Música? Sente que existe alguma curiosidade ou tem passado completamente ao lado?
- Tem existido interesse. Não se esqueça que o Remix é um grupo que hoje em dia já tem um início de uma carreira internacional. Agora, é como digo,o problema é quem é vai gerir a Casa da Música.
- Pensa que o modelo de fundação é o ideial?
Francamente não sei, não estou suficientemente informado nessa matéria. Mas como disse antes, reafirmo agora, o que eu acho é que a Casa da Música necessita de um conselho de administração bem
apetrechado musical e culturalmente. É o problema do Pedro Burmester
não estar no conselho de adminstração da Casa da Música.

Sunday, December 19, 2004

Moonspell injectam "antidote" no aniversário do Hard Club

Ao celebrar ontem sete invernos de algum descontentamento, o Hard Club quis provar que ainda esta muito "Hard" mantendo a dureza granítica original e a escuridão de noites passadas à beira Douro. Para reconstruir os ambientes fundacionais, o espaço convidou pela sétima ocasião os Moonspell. Entre agradecimentos pela oportunidade e recordações de noites de lua cheia, com vampiros à espreita e lobos a uivar, o colectivo liderado por Fernando Ribeiro deixou algumas novidades para 2005 num concerto baseado em "Antidote", proposta sonora 2004 coesa e interessante, construída sobre as atmosferas poéticas de José Luís Peixoto.
Num Hard Club a ameaçar esgotar, a noite pertenceu na integra as diversas tribos urbanas plantadas no território do metal de inspiração gótica. Para além da simbologia dos casacos de couro negros e cruzes ao peito da velha guarda do metal, a "generation next" apresentou-se com alguns toques de sofisticação algo surpreendentes, num "up grade" estético-tecnológico de telemóveis 3G apontados ao palco e generosos perfumes "made in France" transformados em armas químicas de sedução maciaça.
Num ambiente em tímida ebulição, os Moonspell esperara pelo sol da meia-noite para servir "Antidote" entrecurtado com algumas "oldies" em formato "best of", com destaque inevitável para os temas "Opium", WFull Moon Madness" e "Mephisto", com memórias do histórico "Irreligious", provavelmente o melhor registo da banda, a servirem de prenda de natal para o fãs mais "hard core" da banda de "WolfHeart". O concerto não trouxe grandes novidades sonoras, limitando-se a confirmar o excelente momento da banda de metal mais viajada do micro-cosmos luso, com destaque especial para a bateria de Mike Gaspar.
Dos projectos anunciados por Fernando Ribeiro, registe-se a confirmação de actualmente o colectivo se encontrar a trabalhar no sucessor de "Antidote", a edição para breve de um DVD antológico e ainda a promessa de regressarem ao norte do país, desta vez ao lado dos britânicos Cradle of Filth, num espectáculo para M/18 agendado para 26 de Março no Coliseu do Porto.
Consciente da festa de aniversário, Fernando Ribeiro não quis terminar o concerto de anteontem sem antes considerar o Hard Club um "caso impar no contexto das salas de espectáculo portuguesas". A banda irá continuar a trabalhar no próximo longa-duração e já próximo inicia em em Fevereiro parte para a estrada acompanhando a digressão europeira dos Cradle of Filth, de Bruxelas, a Amesterdão, de Oslo a Budapeste. Entretanto, o Hard Club prepara o "Natalapalusa" para a próxima quinta-feira e a passagem de ano com propostas d´n´b e hip-hop, entre os britânicos Total Science e dos dj´s nacionais com Nuno Forte à cabeça.

Saturday, December 18, 2004

"Cores, Figura e Luz" no Museu Soares dos Reis

Museu Nacional Soares do Reis (MNSR) inaugura hoje a exposição “Cores, Figura e Luz”. Trata-se de um breve mais representativo conjunto de 28 pinturas portuguesas geradas na primeira metade do séc. XVI. Reunidas e recuperadas dos acervos do MNSC e Museu de Arte Antiga, as propostas artísticas apresentam, desde logo, uma tendência figurativa de inspiração sacra, revelando um roteiro possível pelas principais oficinas de pintura durante o reinado de D. Manuel. Dividida em cinco núcleos, a exibição propõe pintura luso-flamenga; as incontornáveis oficinas de Lisboa; os trabalhos de Cristóvão de Figueiredo centrado nas histórias de Vera Cruz; as inquietantes propostas de Vasco Fernandes e da oficina de Viseu, encerrando com o inesperado maneirismo de Francisco de Campos.
Da primeira parte da exposição, o comissário José Alberto Seabra Carvalho salienta a oportunidade inédita do público poder comparar as pinturas “A Virgem com Menino Jesus do Trono” (1515-1518), “Virgem do Leite” (1520) e “A Virgem com o Menino” (1520), estas duas últimas da autoria de Frei Carlos, da importante oficina do Espinheiro, em Évora. “Há nas três obras uma linguagem comum de símbolos virginais e redentores de Maria, a nova Eva que intercede por nós no resgate do pecado original, centrada em emblemáticos frutos e flores do Paraíso”.
Num segundo momento, entrando no contexto artístico das oficinas de Lisboa, destaque para os trabalhos “Testemunho de S. João Baptista junto dos Sacerdotes e levitas de Jerusalém” (1535-154), “Santo António pregando aos peixes” (1535-1540) e “Ressurreição de Cristo” (1537), de Garcia Fernandes, que sublinham a união de dois momentos bíblicos sobre uma única pintura.
Entrando na terceira parte da exposição, o visitante é confrontado com obras de Cristóvão de Figueiredo, colega de Garcia Fernandes. Destaque evidente para o trabalho “Santíssima Trindade”, uma obra de tipo marcadamente iconográfico que apresenta uma imponente figura do Pai segurando o Filho crucificado com o Espírito Santo, em forma de pomba, repousando sobre a cruz. Apesar da temática da Trindade e da gramática pictórica ser recorrente ao longo da Idade Média, a abordagem de Cristóvão de Figueiredo sugere uma proporcionalidade figurativa não lineas com o hieratismo teológico dos respectivos elementos sacros.
Destaque final para as propostas centradas na narrativa de Vera Cruz representadas em dois trabalhos evocativos “Milagre da ressurreição do mancebo” e num terceiro “Stª Helena e o achamento das três Cruzes”.
No quarto núcleo, referente aos trabalho de Vasco Fernandes e à oficina de Viseu, o visitante é confrontado, desde logo, com as obras “Santa Catarina” e “Santa Luzia”. O comissário José Alberto Seabra Carvalho realça “a unidade compositiva e visualmente forte que as une como um cenário único amplia o efeito expressivo com a dura aridez da natureza representa”. Destaque particular para a imagem algo perturbadora de Santa Catarina que surge de pé, segurando uma espada, sobre o cadáver de um homem degolado.
Finalmente e a encerrar a exposição, o visitante a oportundade de se surpreender na secção “Um Inesperado Maneirismo”, com o “Pentecostes” de Francisco de Campos. Interessante trabalho de elevada densidade de objectos, com representações vários apóstolos e outras figuras sacras.
Inaugurada hoje ao público, a exposição “Cores, Figura e Luz” encontra-se patente no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, até ao dia 3 de Julho de 2005.

Friday, December 17, 2004


Adolfo Luxúria Canibal Posted by Hello