Saturday, April 30, 2005

Repórter Estrábico na Casa da Música

É um dos concertos a não perder. Logo à noite, os Repórter Estrábico tornam a Casa da Música num espaço verdadeiramente europeu quiçá com aspirações mundiais. Projecto nascido e crescido no Porto, pintado de ironia, vestido de sarcasmo e sempre pronto a criar quadros burlescos retirados como uma inteligência e acutilância invulgares do contexto "bipolar" da sociedade lusitana cada vez mais nova e rica. Estádios de futebol e sardinhas assadas para todos, depois do "live act" como agora se diz. Documentário realizado por Maria João Taborda, que acompanhou a banda durante a digressão "Eurovisão", no Verão de 2004, serve de aperitivo, às 22h30. Luciano & Co. celebram 20 anos de carreia. Portugal ainda não tinha entrado na CEE, os arrumadores eram uma ideia genial por inventar e a Casa da Música essa ainda estava por construir.
pop.techno.dance.come.come.bebe.bebe.consome.na.house.de.la.music.

Repórter Estrábico. Eurovisão. Sr. Arrumador

Tens em mim um sujeito competente
Capaz de lidar com toda a gente
Nem pró caldo eu faço uma pausa
Quando estou angriando para a causa

Tenho mulher e filhos agarrados
Preciso de auferir três ordenados
Não me prometas um tacho no céu
Promete um ordenado como o teu

Sr. Arrumador, arranja um lugar para mim!

A minha linguagem gestual
É simples sinalética informal
Abano bem o braço todo o dia
Afinal, já estudei coreografia

Dá-me gosto ter clientes bem dispostos
Faz-me jeito uns trocados sem impostos
Não me prometas um tacho no céu
Promete um ordenado como o teu

Dignidade e estatuto nos conformes
Tenho projecto prá fardas e uniformes
No pé um alpergata por causa do calos
Boné e gravata com motivos de cavalos

Friday, April 29, 2005

Sugestão de teatro: "Ser e Não Ser"

Posted by Hello


Tive a oportunidade, em forma de antecipação, de conversar ontem à tarde, no Teatro Rivoli do Porto, com a encenadora e actriz Maria do Céu Guerra. O resultado da conversa/entrevista pode ser lido na integra na edição de hoje do CP, no entanto, e tendo em conta a estreia, logo à noite, da proposta "Ser e Não Ser", pela companhia lisboeta "A Barraca", a minha sugestão teatral para este fim-de-semana, e em jeito de síntese/apresentação, surge-me como pertinente afirmar que a proposta reveste-se de especial interesse, não só pela coragem/ousadia de revisitar 27 séculos de história teatral em mais de seis horas de representação dividias as três episódios, hoje às 21h30, amanhã às 16h00 e o derradeiro olhar sobre o contemporâneo, no sábado às 21h30, como também pela lucidez e coragem dessa grande figura dos palcos nacionais.
Na realidade, fiquei com a melhor das impressões. Maria do Céu Guerra revelou um olhar inteligentíssimo sobre o contexto teatral português, lançado farpas, bem estruturadas quanto afiadas, em direcção ao Instituto das Arte que, no entender da actriz, "representa o período de novo-riquismo que actualmente estamos a viver". Importante contextualizar a observação, com o facto/discurso de sobrevalorização do IA de Paulo Cunha e Silva sobre as arte plásticas contemporâneas, sobretudo as de carácter experimental em deterimento do teatro e outras propostas mais "clássicas". Nota também de preocupação relativamente à invasão de modelos, caras lindas e outras figuras capas de revistas com alguma telegenia nas produções televisivas e nos palcos. Falta ainda regulamentar a profissão de actor, de forma a que quem estude durante quatro ou cinco anos não seja simplesmente passado para trás por uma boazona que tirou um "workshop" de sorrisos para a câmara nas horas vagas.
Fica a sugestão para quem habita o Porto, de entre hoje e amanhã apanhar pelo menos um dos três capítulos desta viagem pela história do Teatro, de Eurípedes a Arthur Miller, intitulada "Ser e Não Ser" conduzida, desde logo, por um nome superlativo e referêncial dos palcos e da representação. Parabéns à "Barraca" pela ousadia e qualidade do projecto.

Shakespeare. Richard III: Act I, Scene i

Now is the winter of our discontent
Made glorious summer by this sun of York;
And all the clouds that lour'd upon our house
In the deep bosom of the ocean buried.
Now are our brows bound with victorious wreaths;
Our bruised arms hung up for monuments;
Our stern alarums chang'd to merry meetings,
Our dreadful marches to delightful measures.
Grim-visag'd war hath smooth'd his wrinkled front;
And now,—instead of mounting barbed steeds
To fright the souls of fearful adversaries,—
He capers nimbly in a lady's chamber
To the lascivious pleasing of a lute.
But I,—that am not shap'd for sportive tricks,
Nor made to court an amorous looking-glass;
I, that am rudely stamp'd, and want love's majesty
To strut before a wanton ambling nymph;
I, that am curtail'd of this fair proportion,
Cheated of feature by dissembling nature,
Deform'd, unfinish'd, sent before my time
Into this breathing world scarce half made up,
And that so lamely and unfashionable
That dogs bark at me as I halt by them;—
Why, I, in this weak piping time of peace,
Have no delight to pass away the time,
Unless to spy my shadow in the sun,
And descant on mine own deformity:
And therefore,—since I cannot prove a lover,
To entertain these fair well-spoken days,—
I am determined to prove a villain,
And hate the idle pleasures of these days.
Plots have I laid, inductions dangerous,
By drunken prophecies, libels, and dreams,
To set my brother Clarence and the king
In deadly hate the one against the other:
And if King Edward be as true and just
As I am subtle, false, and treacherous,
This day should Clarence closely be mew'd up,—
About a prophecy which says that G
Of Edward's heirs the murderer shall be.
Dive, thoughts, down to my soul:—here Clarence comes.

Thursday, April 28, 2005

Sugestão de cinema: "Cantando Por Detrás das Cortinas"

Posted by Hello


Estreia da semana, "Cantando Por Detrás das Cortinas" é um filme que não deve passar desapercebido a quem realmente gosta de cinema. Volvidos quase dois anos sobre a sua estreia mundial, felizmente o excelente trabalho de realização do veterano italiano Ermanno Olmi conseguiu encontrar um espaço de exibição no mercado português. Digo felizmente pois trata-se de uma proposta superlativa no contexto dos produtos cinematográficos que semanalmente nos são impostos e que, cada vez mais, se pautam pela mediocridade.
Para além de um encantantório trabalho de fotografia e de uma direcção de actores irreprensível, "Cantando Por Detrás das Cortinas" consegue unir de forma poética o universo dos contos orientais, da oralidade, com uma gramática da imagem plena de sensualidade e encantamento. Inteligência e sensibilidade numa história de encantar e elevar o espírito como há muito não se conseguia no cinema. Depois de "Pelo Mar Adentro", este é um dos filmes que contém uma qualidade técnica muito para além do normal e que importa conhecer. A narrativa gira em torno de uma corsária viúva e abre uma janela de reflexão sobre a nobreza de espírito e elevação moral num contexto esteticamente barroco e socialmente marginal. Um filme a não perder.

"Ausência"

Mal te deixo,
continuas em mim, cristalina
ou trémula,
ou inquieta, por mim mesmo ferida
ou cumulada de amor, como quando os teus olhos
se fecham sobre o dom da vida
que sem cessar te entrego

Meu amor,
encontrámo-nos
sedentos e bebemos
toda a nossa água e o nosso sangue,
encontrámo-nos
com fome
e mordemo-nos
como o fogo morde,
deixando-nos em ferida

Mas espera-me,
guarda a tua doçura
Eu te darei também
uma rosa.


"Os Versos do Capitão", de Pablo Neruda, trad. Albano Martins, Ed. Campo das Letras

Monday, April 25, 2005


Uma flor por Abril Posted by Hello

Sunday, April 24, 2005

Tecnologia e identidade

Subtil a forma como incorporamos a tecnologia numa identidade híbrida. Actualmente dizemos "estou sem bateria" ou "estou sem rede" fazendo o telemóvel uma extensão do nosso sistema nervoso central. É a Galáxia de McLuhan num movimento de implosão cada vez mais acelerado e irreversível

Porto ao domingo

Porto ao domingo é uma cidade fantasma, um fantasporto. Cidade periférica de si mesma, onde é mais fácil apanhar uma constipação do que um café aberto ou alguém com um sorriso feliz. Local triste, verdadeiramente triste e abandonado. Uma velha fria e Invicta como o granito num luto perpétuo, silencioso e sombrio.

Friday, April 22, 2005

Queima do Porto sem Xutos mas com preservativos

Noites da Queima das Fitas do Porto 2005 arrancam no dia 1 de Maio e terminam volvidos sete dias sem grandes novidades em cartaz. Eagle-Eye Cherry destrona Xutos & Pontapés no encerramento; João Pedro Pais e Milton Nascimento estreiam-se e Pedro Abrunhosa dá o pontapé de saída. A FAP promete distribuir 300 mil preservativos, como manifestação da “consciência social” dos estudantes e acolher uma mobilização a rondar as 10 mil presenças. A missa da benção das pastas, “volta ao Porto”, fixando-se no Estádio do Bessa, ainda não é conhecido o nome sacerdote.
Regressando ao cartaz 05, destaque no dia de abertura para a presença dos Clã, Fingertips e Abrunhosa que encerram a primeira das sete noites. Na segunda dose, o hip-hop cubano dos Orishas e a pop sofisticada dos MESA. Na terça-feira, o palco do queimódromo concretiza a noite “pimba” com Ágata e Quim Barreiros. Para os resistentes ou sobreviventes da noitada popular, a dia seguinte apresenta uma das estreias da Queima, João Pedro Pais e as cativantes ‘Pictures In The Wall’” dos Primitive Reason conhecem uma projecção imperdível. Seguem-se os Blasted Mechanism e Da Weasel, que prometem uma das noites mais interessantes de toda a Queima, com os registos “Avatara” e “Re-definições” em destaque. Entre MSN ´s intergaláticas e “olá nenas”, a quinta-feira promete mais pó do que cinzas, com duas descargas audiovisuais bem trabalhadas nascidas à Sul. Já no dia seguinte, regressam os The Gift, este ano em regime de dupla frequência: AM/FM, e confirma-se a presença, cada fez mais forte, da MPB, desta vez sob a batuta de Milton Nascimento.
No última das noite da Queima, destaque incontornável para a presença de Eagle-Eye Cherry, que depois de cancelar concerto de “Sub Rosa” nos coliseus do Porto e Lisboa, destrona os Xutos. Primeira parte apresenta o hip-hop urbano e autêntico dos Dealema. Sem grandes novidades, cartaz 2005 das Noites da Queima promete folia e suplica moderação, logo a abrir mês de Maio.

Thursday, April 21, 2005

Últimas escutas: Blind Zero e Toranja

Para breve posts referentes a dois registos. Primeiro, em formato de antecipação, uma apalpadela aos BZ, com single "Shine On" a revelar um insuspeito desvio electrónico muito 80´s e "Segundo" dos Toranja, provalvelmente uma das grandes surpresas de 2005, muito acima do primeiro "Esquissos".
NOTA: A forma descarada com algumas "labels", apesar de se queixarem da pirataria, enviam para os "media" cópias piratas (CD-R´s da Sony) dos trabalhos originais. Aparentemente só elas é que podem poupar, o consumidor tem mesmo de pagar, e em alguns casos bem caro.

Festival Antarte junta pop/rock nacional em Julho

Assisti ontem à apresentação oficial do mais recente festival de verão 2005. Entre 22 e 24 de Julho, Rebordosa/Paredes vai estrear o Festival Artarte Pop/Rock 100% Nacional. Apesar de alguns ajustes em termos de marketing, a começar pelo nome e a terminar em toda a estrutura gráfica, o evento promete trazer ao Vale do Sousa, os Blasted, Blind Zero, The Gift, Clã, Toranja, EZ Special, Fingertips, entre outros. Entre um Vítor Baía e os presidentes das juntas, cruzei-me com Manuela Azevedo com quem conversei, entre outras coisas, sobre a experiência Casa da Música e a fórmula "live" da dose 2005 do nutritivo Rosa Carne. Apesar de algumas reticências, quanto ao timing e à infraestrutura, espero sinceramente que o festival triunfe. Não só pela descentralização do acesso a bens culturais sobretudo na zona norte, mas sobretudo pelo espaço em palco que as bandas nacionais há muito merecem ter. Qualidade não lhes falta.

Livros

resposta a o talento da mediocridade

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Os evangelhos apócrifos que nunca li, de S. Tomé a Bartolomeu, que se encontram escondidos algures no Vaticano.
Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?
Harry Haller, o Lobo Das Estepes de Herman Hesse (não é copy/paste é mesmo verdade)
Qual foi o último livro que compraste?
A Era do Indivíduo, de Alan Renault
Qual o último livro que leste?
Eclesiastes, AT
Que livros estás a ler?
O Caminho Para a Libertação, de SS Dalai-Lama
Os Jardins de Luz, de Amin Maalouf
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Os dois que estou a ler, pois ainda não os terminei + Sidarta, de Hermann Hesse; A Bíblia e A Explicação dos Pássaros de António Lobo Antunes
A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?Ao v-e-l-ü-t-h-a por que é o meu maior e melhor amigo, o único capaz de me perdoar a ousadia do pedido.

Tuesday, April 19, 2005

opss it´s Ratzinger


Joseph Ratzinger (Reuters) Posted by Hello

Afinal é Joseph Ratzinger, provavelmente o único arcebispo que os católicos não queriam ver como papa. Parece que a "opus dei" afinal sempre é mais poderosa do que a Phillip Morris e, tal como no campeonato da Europa, Portugal acabou por ficar no segundo lugar.

waiting for the pope - part 2


 Posted by Hello
Enquanto o novo papa não mostra a cara, terceira visão/opção: Iggy Pop a aparecer na varanda do Vaticano de tronco nu, a cantar "I wanna be your dog".

waiting for the pope - part 1


 Posted by Hello
Depois do fumo branco e enquanto os jornalistas fixavam a varanda, expectantes e excitados por saber quem é o novo papa, tive duas visões, transformadas em apostas. Na primeira era o próprio Karol "raise from de death" que aparecia na varanda, numa espécie de alucinação colectiva, tipo Fátima, provocando um desmaio planetário. JP parte II, beatificado pela "Opus Dei" no fim-de-semana seguinte, batendo o recorde São Josemaría Escrivá. No segundo momento, vi Madonna, a rainha da pop, na varanda, vestida de branco, a cantar "Like a Prayer", numa abertura desconcertante da Igreja a um sexo até agora praticamente desconhecido. "God is in the MTV".

Conclave do rock grava "Bring Back the Sun" pela AMI

Fim-de-semana alucinante em Paços de Brandão. Dezenas de estrelas e algumas supernovas rock/pop nacional encerradas nos magníficos estúdios da Numérica, gentilmente emprestados por Fernando Rocha, gravaram o tema "Bring Back the Sun" a favor da AMI. Numa espécie de conclave do rock presidido pelos cardeais Kalú, no sábado, e Rui Reininho, no domingo, o produtor de serviço, Andy Torrance (Renderfly) não teve mãos a medir para tanta solidariedade e talento. Vozes em destaque, no feminino, Mónica Ferraz (MESA), a amplitude do jazz aliada a um talento vocal superlativo, Marta Ren (Sloopy Joe) com uma energia de cortar a respiração e, finalmente, Ana Lara (Oratory), um misto de simpatia e potencialidade, ambas arrebatadoras "made in Barcelos".
O ambiente foi animado pela boa disposição de Fernando Alvin, pela energia de uma nova geração de vozes do pop nacional, de Ricardo Azevedo (EZ Special) ao Zé Manuel (Fingertips). Projecto "A Cause" é de facto uma causa de classe A. Ficam várias memórias e conversas em off, com figuras que já são o futuro da música nacional. Histórias de estrada, regressos ao futuro e muita, muita energia misturada com solidariedade. Com muita luz, o tema é simples, directo e bem construído. Segue-se para breve a edição do CD/Sinlge com extras. "clip" e "making of". Das recordações de "Dados Víciados" à senhora dos "cocktails" de "95 oct". Todos estão de parabéns, "MON AMI", AMI. Mais novas do projecto "A CAUSE" para breve, pois as estrelas continuam a cair do céu. Enquanto os arcebispos não se decidem, no conclave do rock solidário a porta esteve sempre aberta e a solidariedade, essa encontrou, sem fumo branco, o caminho certo para "trazer mais luz ao outro lado do mundo", algures no Ceilão, actual Sri Lanka. E como diz o artista: "One by one, we can all bring back the sun"...

Saturday, April 16, 2005

Projecto "A Cause" em movimento

Durante este fim de semana vou estar nos estúdios da Numérica a acompanhar as gravações do tema "Bring Back the Sun", do Andy Torrence, pelo projecto "A Cause". Do Kalú a Rui Reininho, passando por Mónica Ferraz, Pedro Abrunhosa, Rui Veloso, Miguel Guedes, mais de duas dezenas de artistas vão dar voz e rosto a uma das ideias mais interessantes da música portuguesa. Rock solidário em movimento. Pediram-me uma pequena colaboração e naturalmente aceitei sem pensar duas vezes. Mais notícias e "feedback" dos ambientes de estúdio em breve. "A Cause" parece-me mais do que justificada. Afinal, só com solidariedade é que se pode virar o mundo ao contrário.

Friday, April 15, 2005

Sampaio abre porta da Casa a Burmester

Na inauguração de hoje da Casa da Música, Jorge Sampaio abriu a porta ao regresso de Burmester, mostrando consequentemente um cartão amarelo a Rui Rio."A inauguração da Casa da Música tem de representar um virar de página. O caminho que nos trouxe aqui foi acidentado e nem sempre exemplo a seguir, com atrasos, polémicas malsãs, onde nem tudo foi rigoroso nem transparente e onde houve pessoas que injustamente ficaram pelo caminho", disse o Presidente da República.
Espera-se que Burmester regresse em Setembro, mês em que termina o contrato com o programador inglês que ninguém sabe como é que veio parar ao Porto e, já agora, que Rio não seja reeleito. Setembro mês de legislativas, Rio, que já começou a pré-campanha com as habituais festas das rádios cá da aldeia, no Rosa Mota, e com o teatro importado de Lisboa, no Sá da Bandeira. Na verdade, depois do puxão de orelhas de Sampaio, hoje de tarde,a cidade tem mesmo que acordar de uma vez por todas, pois Burmester entende mais de política do que Rui Rio de Cultura. E mais de metade das novelas da Casa da Música foram produzidas pelo minicípio. Penso que já chega. Este ano a cidade tem mesmo de mudar de canal.